Especificidades da Clínica do Paciente Adolescente

Especificidades da Clínica do Paciente Adolescente

Descrição

O curso oferece uma visão especializada sobre o manejo clínico com adolescentes. A adolescência é uma fase marcada por profundas transformações físicas, psíquicas e sociais, que demandam um trabalho clínico especializado. O curso se propõe a explorar as nuances desse processo, discutindo temas como o desenvolvimento do superego, a sexualidade, as psicopatologias mais comuns e a capacidade de vinculação dos adolescentes.


Em cinco aulas, será abordada a estrutura emocional dos jovens, a partir de uma perspectiva psicanalítica, integrando teoria e prática. Profissionais que lidam com adolescentes encontrarão subsídios para aprofundar suas intervenções clínicas, com destaque para a compreensão do luto das imagos parentais e os desafios éticos e técnicos que o analista de adolescentes enfrenta. O curso também abordará as particularidades do setting terapêutico e a importância de flexibilizar as intervenções para favorecer o processo de individuação do jovem.


Com uma programação detalhada, este curso busca promover o desenvolvimento da capacidade de pensar, refletir e elaborar, fundamental para a transformação psíquica do adolescente. Ao final, os participantes estarão mais preparados para lidar com os desafios emocionais dessa fase de vida, promovendo intervenções clínicas mais eficazes e humanas.


Este curso é uma gravação de uma aula ao vivo realizada anteriormente por nossa Instituição, no ano de 2024.

Por se tratar de uma gravação, não há interação com o professor.

O acesso ao conteúdo é válido por 6 meses a partir da data da compra, e o material está disponível para assistir quando e quantas vezes quiser dentro desse período.

Conteúdo do Curso

Aula 1 - Tema: Afinal, o que é a adolescência?


Nesta primeira aula trataremos da adolescência em linhas gerais, abordando-a enquanto processo de desenvolvimento que articula transformações do corpo, do psíquico e do social. Estudaremos a dimensão histórica e cultural da adolescência e como as formas de percepção do meio estão implicadas nas vivências coletivas e nas possibilidades individuais de cada jovem. Faremos uma introdução sobre o intenso trabalho intrapsíquico realizado na adolescência, abrindo as discussões a respeito do acompanhamento clínico de jovens e suas famílias.


A aula também trará uma introdução do que será abordado ao longo do curso quanto à dimensão emocional da adolescência e do trabalho psíquico realizado nessa fase na qual a estrutura do período de latência desmorona diante da dimensão pulsional, que irrompe com maior intensidade, muitas vezes levando junto a saúde mental do adolescente e da família.


Aula 2 – Tema:  O superego na adolescência e o desenvolvimento da sexualidade


A adolescência é um período de mudanças físicas significativas que carecem de simbolização emocional, demandando um trabalho psíquico intenso para estabelecer as bases da identidade adulta. Duas questões altamente ligadas uma a outra norteiam esse desafio: o desenvolvimento e amadurecimento da sexualidade e a ressignificação das relações parentais. O superego, constituído ao longo da infância, enfrenta aqui novos desafios, já que os impulsos sexuais emergentes, por vezes intensos e confusos, necessitam ser integrados às exigências éticas e sociais internalizadas.


Ademais, vive-se um duplo trabalho, com a necessidade de elaboração do luto das imagos parentais da infância, bem como da elaboração edípica positiva e negativa. Trata-se de um momento de profundas modificações na estrutura mental, envolvendo especialmente o interjogo os processos projetivos e introjetivos que compõem a capacidade de vinculação, a destrutividade e a necessidade de aceitação.  


Aula 3 – Tema: Psicopatologias na adolescência


Na terceira aula do curso abordaremos os estados psicopatológicos mais comumente identificados na adolescência com intuito de favorecer a capacidade diagnóstica e o manejo clínico com esses pacientes. Trataremos dos transtornos depressivos, tendências antissociais e estados de mente borderline de pacientes em que predominam sintomas como atuações, violência, dificuldades de simbolização e dificuldades no estabelecimento de vínculos.


Devido a essas características, o trabalho de análise com adolescentes adquire funções específicas. O psicanalista desempenha um papel essencial no sentido de ajudar o paciente a construir um espaço interno mais estruturado, além de promover o desenvolvimento da capacidade de pensar, refletir e elaborar suas emoções e conflitos. Essas intervenções são importantes por favorecerem possibilidades de transformação, abrindo espaço para a integração psíquica e a construção de uma identidade mais coesa.

 

Aula 4 –  O adolescente e a capacidade de vinculação


Nesta aula discutiremos os aspectos e possibilidades vinculares presentes ou ausentes no paciente adolescente.

Conversaremos sobre os estados de isolamento social no qual os jovens muitas vezes se encontram, contrapondo-se com a entrada indiscriminada em grupos e relacionamentos sem avaliação crítica, apenas pela necessidade de pertencimento.


Neste sentido, o trabalho clínico com adolescentes exige uma abordagem multifacetada, que leve em consideração tanto as necessidades individuais de vinculação quanto as pressões familiares e sociais. A presença dos pais na clínica, quando bem manejada, pode oferecer insights valiosos sobre as dinâmicas familiares que afetam o desenvolvimento emocional do adolescente. Ao mesmo tempo, a compreensão do mundo interno do paciente, suas apreensões e angústias em relação aos vínculos, é essencial para fomentar um processo de individuação mais saudável e equilibrado.


Aula 5 – Tema: O Analista de adolescentes


A quinta e última aula do curso tratará das condições necessárias ao analista de adolescentes. Trataremos das especificidades da técnica, da dimensão ética e dos aspectos multidisciplinares do trabalho, que muitas vezes envolve, além das famílias, escolas e outros profissionais de saúde. Falaremos da condição a ser desenvolvida pelo analista para conter e sustentar os estados emocionais dos pacientes e para interpretar estes estados de maneira que promova aproximações. Discutiremos também a necessidade de constituir uma linguagem própria junto aos adolescentes, tecendo um trabalho de tradução daquilo que é comunicado para além do verbal. Abordaremos os níveis de interpretação, a importância da abstinência de julgamentos morais e a necessidade de flexibilidade do setting para acompanhar o ritmo das sessões. Essa aula tratará de como a identidade do analista e suas próprias vivências adolescentes estão implicadas no processo psicoterapêutico. 

1.1 — Aula 1: Afinal, o que é a adolescência?
1.2 — Aula 5 - O analista de adolescentes
1.3 — Aula 4 - O Adolescente e a capacidade de vinculação
1.4 — Aula 3: Psicopatologias na adolescência
1.5 — Aula 2: O superego na adolescência e o desenvolvimento da Sexualidade

Professor(a)

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Descrição de encontros


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