Faz sentido dizer que existe uma psicanálise infantil, voltada ao atendimento de crianças e com especificidades únicas? A resposta é: sim, sem dúvida. A criança é muito diferente do adulto, e foi esse fato que fez com que os primeiros psicanalistas, incluindo Freud, não acreditassem na psicanálise de crianças. Freud, quando começou a aceitar essa possibilidade, como podemos ver em seu texto sobre a Análise Leiga, achava que a técnica teria que sofrer alterações significativas, incluindo questões pedagógicas. Nesse sentido, Melanie Klein contrariou o Mestre e foi revolucionária. Sim, ela propôs mudanças na técnica, criando a técnica do brincar, mas manteve os pilares da análise de adultos ao não incluir questões pedagógicas. Portanto, a clínica de crianças é parecida com a de adultos em alguns aspectos e diferente em outros. No presente curso, abordaremos alguns aspectos essenciais da técnica infantil, assim como características relacionadas à constituição da vida mental e sua relação com a tarefa analítica. Tendo em vista o desenvolvimento desse tipo de atendimento ao longo do tempo, apresentaremos algumas especificidades técnicas, relacionando-as com as psicopatologias contemporâneas e as condições que devem ter um analista de crianças para poder lidar com essas demandas.
Este curso é uma gravação de uma aula ao vivo realizada anteriormente por nossa Instituição, no ano de 2024
Por se tratar de uma gravação, não há interação com o professor.
O acesso ao conteúdo é válido por 6 meses a partir da data da compra, e o material está disponível para assistir quando e quantas vezes quiser dentro desse período.
Aula 1 - Melanie Klein: Bases teórico-clínicas da análise de crianças
Aula 2 - Constituição do psiquismo, função parental e estruturação da subjetividade
Aula 3 - Particularidades do setting analítico de atendimento infantil
Aula 4 - Patologias do vazio e níveis de interpretação no atendimento infantil
Aula 5 - O analista de crianças e adolescentes