Dinheiro, Faltas, Atrasos, Presentes.... Como não falhar em questões cotidianas da clínica psicanalítica.
O setting analítico é estruturado em torno de determinadas fronteiras que o delimitam e o definem ao mesmo tempo. O setting é um conjunto de regras e limites, tanto físicos quanto abstratos, que possibilitam a criação de um espaço único no qual podemos desenvolver uma análise nos moldes psicanalíticos. É fundamental que os limites do setting sejam respeitados, ou seja, que suas fronteiras não sejam quebradas, pois isso descaracteriza o trabalho analítico e o transforma em outra coisa que não uma análise séria. Nessa aula abordaremos alguns temas ligados à ideia de fronteiras e limites de um setting e como eles podem ser respeitados ou desrespeidatos de acordo com a atitude do analista. Abordaremos a diferença entre violação e cruzamento da fronteira em relação a: dinheiro e pagamento, tempo, local, presentes, auto-revelação, curiosidade, contato físico e encontros sociais.
Diferença entre violações de fronteiras e cruzamento de fronteiras.
Relação entre fronteira e frieza ou indiferença.
Tempo
Iniciar e terminar a consulta pontualmente.
Sobre o analista que não consegue terminar pontualmente a sessão.
Devemos prolongar a sessão quando o paciente atrasa?
Consultas em horários esquisitos.
Local
Sobre a troca de local de atendimento e sua importância.
Dinheiro
Devemos atender de graça?
O que fazer quando o paciente não pode mais pagar a análise?
Devemos baixar muito nosso preço para aceitar um paciente?
Meu paciente está com pagamento atrasado, devo avisá-lo?
Por que alguns pacientes preferem pagar por consulta?
Presentes
É ou não é permitido receber presentes dos pacientes?
Em que ocasiões um presente pode ser aceito e em que ocasiões ele não pode?
Qual é geralmente o significado de um pequeno presente?
Qual o significado de um presente caro?
O presente é um sinal de gratidão ou de perversão do setting?
Auto-revelação
É possível ser totalmente imparcial sobre a vida pessoal do analista?
O analista deve ou não deve contar coisas pessoais ao paciente?
O analista deve ou não deve responder perguntas sobre sua vida pessoal?
Como lidar com perguntas invasivas?
O que deve ser buscado e entendido para além da pergunta consciente do paciente?
Quando o analista tem que faltar, ele deve informar o paciente o motivo de sua ausência ou apenas dizer que vai faltar?
Curiosidade
Se o analista fica muito curioso de saber algo sobre a vida do paciente, ele deve perguntar? Em que situação o analista faz perguntas ao paciente?
Contato físico
É verdade que todo contato físico entre paciente e analista deve ser evitado?
Caso não, em que casos o contato é permitido e qual a participação do analista neste ato?
Bibliografia
Capítulo 18 do livro Psicoterapia de Orientação Analítica: Violações das fronteiras profissionais p. 324, autor Glen O. Gabbard
Por se tratar de uma gravação, não há interação com o professor.
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Aula 1 - Sobre os horários, faltas, local de atendimento e pagamento.